"Ah! O amor é um demoninho que não pede pra entrar no coração da gente, e hóspede quase sempre importuno, por pior trato que lhe dê, não desconfia, não se despede, vai-se colocando e deixando ficar sem vergonha nenhuma." (Joaquim Manoel Macedo- A moreninha)
Tudo Junto e Separado!
"Deixa ser como será, Tudo posto em seu lugar! Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê!" (Los Hermanos)
domingo, 11 de setembro de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Trata-se do mesmo
O ponto não foi tocado na reunião.
O mesmo já não é o mesmo.
Ele foi para outro departamento,
Onde o mesmo não se encontrava.
O patrão mandou substituir
O que vinha antes dele.
O mesmo já não é o mesmo.
Antes, ele se destacava ao seu redor,
Cheio de atos enfatizantes.
Hoje, só faz andar para trás!
O mesmo já não é o mesmo, mesmo!
(ANA CATARINA)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Efêmera ilusão
Sinto-me devorada por cada palpitar de pensamento!
Sinto-me consumida pelo amor não amado, nem vivido,
Ou até quem sabe vivido em suas últimas reentrâncias
Sem quiser ter sido tocado!
Sinto-me envolvida por uma efêmera ilusão sem cor,
Que só não deixa de ser iludida...
Por que mesmo ela não deixa de ser iludida?
Vai-te!- já disse, não temos mais tempo,
Esse parece consumir-se com a intensidade de meus pensamentos.
Chega! Não há mais o que fazer, essa linda e tenra estação foi levada pelo vento,
Pelo forte vento que passou por aqui...de mãos dadas com o tempo!
Ah, meu caro, levarei-te na lembrança e no coração
Acompanhado da mais linda canção e dos mais lindos versos que nunca foram ditos!
(Ana Catarina)
Sinto-me consumida pelo amor não amado, nem vivido,
Ou até quem sabe vivido em suas últimas reentrâncias
Sem quiser ter sido tocado!
Sinto-me envolvida por uma efêmera ilusão sem cor,
Que só não deixa de ser iludida...
Por que mesmo ela não deixa de ser iludida?
Vai-te!- já disse, não temos mais tempo,
Esse parece consumir-se com a intensidade de meus pensamentos.
Chega! Não há mais o que fazer, essa linda e tenra estação foi levada pelo vento,
Pelo forte vento que passou por aqui...de mãos dadas com o tempo!
Ah, meu caro, levarei-te na lembrança e no coração
Acompanhado da mais linda canção e dos mais lindos versos que nunca foram ditos!
(Ana Catarina)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A respeito da obra "A Moreninha"...
"Filipe convida seus amigos a passar o fim de semana, a véspera e o dia de Sant'Ana, na casa de sua avó, que mora em uma ilha. Fabrício e Leopoldo topam de imediato. Augusto, reticente, só se anima a ir quando Filipe diz que suas primas e sua irmã provavelmente estarão lá também. Namorador inconstante, Augusto é desafiado por Filipe e seus amigos, que lhe propõem uma aposta: que ele voltará da ilha apaixonado por uma das moças."
A Moreninha é uma obra estritamente romântica de um dos precursores dessa escola literária no Brasil, Joaquim Manuel de Macedo.
A obra é narrada em terceira pessoa e apresenta um narrador-onisciente, Augusto, que em alguns momentos se intromete na história, dando sua opinião e mostrando seus pensamentos.
A Moreninha é uma obra estritamente romântica de um dos precursores dessa escola literária no Brasil, Joaquim Manuel de Macedo.
A obra é narrada em terceira pessoa e apresenta um narrador-onisciente, Augusto, que em alguns momentos se intromete na história, dando sua opinião e mostrando seus pensamentos.
"Eu já era, pois, um mancebo. Meus pais nada poupavam para me educar convenientemente, aprendia quando me vinha à cabeça."
Há uma linearidade no tempo, ou seja, trata-se de um tempo cronológico, que ocorre em exatos trinta dias (justamente os dias da aposta). Por trás dessa linearidade, Macedo propos uma crítica à sociedade da época, como por exemplo, ele faz menção ao trabalho escravo e a castigos corporais, bem como, o amor entre jovens, que nessa época o casamento era um fruto de comércio entre seus pais. Eis uma das caracteristicas românticas já presentes na obra: a crítica à sociedade da época. Ao longo da leitura nota-se ainda, a ideia de mocinho e mocinha, com Augusto e Carolina e todo o amor idealizado vivido por eles, mas que no final teve um lindo final feliz.
Não posso deixar de citar algumas belas frases presentes na obra:
- "O meu único delito é ter sabido amar o ingrato com exagero extremo"
- "O certo é que eu sou e quero ser inconstante com todas e conservar-me firme no amor de uma só."
- "...porém sei amar ao extremo"
- "Ah! O amor é um demoninho que não pede pra entrar no coração da gente, e hóspede quase sempre importuno, por pior trato que lhe dê, não desconfia, não se despede, vai-se colocando e deixando ficar sem vergonha nenhuma."
- " ...e o amor, mais forte que seu espírito, exercia nele um poder absoluto e invencível"
- " O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito destravado, por mais força que se faça mais o maldito rasga, esburaca e se aprofunda"
Não deixem de ler essa clássica obra de nossa literatura!
by Ana Amorim
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